Medicamento considerado milagroso causa tragédias ao redor do mundo.
Talidomida não é submetida a testes mais rigorosos e entra no mercado provocando deficiências em fetos.
A Talidomida é um medicamento perigoso, responsável pela deformação de fetos. A droga foi desenvolvida em um laboratório alemão e lançada no mercado consumidor no final da década de 50. Considerada como calmante e ansiolítico, a Talidomida foi largamente usada por gestantes para controlar as constantes náuseas e a tensão, típicas dos primeiros meses de gravidez.No entanto, o alívio que se tinha no princípio transformava-se em desespero e angústia alguns meses depois. Ao longo dos anos 60, muitos bebês nasceram deformados, sem braços ou pernas, com deficiências na estrutura vertebral, cegos ou surdos.
O que parece ser um absurdo pela ótica das leis humanas, nada mais é que a lei Divina agindo sobre os culpados do pretérito.
Acima está o que pensam os que não tem conhecimento das leis de Deus e abaixo está o porque das consequências deste medicamento que mutilou tantas pessoas.
TALIDOMIDA
Na tela cinematográfica, junto da qual sentíamos a realidade sem distorção, o professor do
Plano Espiritual exibiu dois pequenos documentários sobre o assunto que nos fora motivo a
longo debate.
1939 – 1943 – Surgiu à cena agitada metrópole européia. Em tudo, o clima de guerra.
Desfiles militares de pomposa expressão. Na crista dos edifícios mais altos, bocas de fogo
levantavam-se em desafio. Nas ruas, destacavam-se milhares de jovens em formações de
tropa, ao rufar de tambores, ostentando símbolos e bandeiras. O povo, triste e apreensivo
nas filas de suprimento, parecia desvairar-se de júbilo, nas paradas políticas, ovacionando
oradores nas praças públicas. De vez em vez, sirenas sibilavam gritaria de alarme. Aviões
sobrevoavam, incessantemente, o casario enorme, lembrando águias metálicas, de atalaia
nos céus, para desfechar ataques defensivos contra inimigos que lhes quisessem pilhar o
ninho.
Através de informações precisas, registrávamos os mínimos tópicos de cada conversação.
De súbito, vimo-nos mentalmente jungidos a dilatado recinto, onde centenas de policiais e
civis cochichavam na sombra.
Articulam-se avisos. Ramifica-se a trama.
Camionetas deslizam dentro da noite.
Outros agrupamentos se constituem.
Mais algum tempo e magotes de transeuntes se agregam num ponto só, formando vasta
legião popular em operoso bairro de ascendência israelita.
São paisanos decididos à rapinagem.
Homens e mulheres de raciocínio maduro combinam o assalto em mira. Madrugada adiante,
quando a soldadesca selecionada desce dos veículos com a ordem de apressar famílias
inermes, ei-los que invadem as residências judias, agravando o tumulto.
Para nós que assistíamos ao espetáculo, transidos de dor, era como se fitássemos corsários
da terra, no burburinho do saque.
Mãos que retivessem anéis, pulsos que ostentassem adornos, orelhas ornamentadas de
brincos e bustos revestidos de jóias sofriam golpes rápidos, muitos deles tombando
decepados em torrentes sanguíneas. Alguém que aparecesse com bastante coragem de
investir contra os malfeitores, cuja impunidade se garantia com a indiferença de quantos lhes
compartilhavam a copiosa presa, caía para logo de pernas mutiladas, para que não
avançasse em socorro das vítimas.
E os quadros vivos se repetiam em outros lugares e em outras noites, com personagens
diversas, nos mesmos delírios de violência.
1949 – 1953 – A tela passa a mostrar escuro vale no Espaço. Examinamos, confrangidos,
milhares de seres humanos em condições deploráveis. Arrastam-se em desgoverno. Há
quem chore a ausência dos braços, quem lastime a perda dos pés. Possível, no entanto,
identificar muitos deles. São os mesmos infelizes de 1939 a 1943, participantes das
empresas de furto e morte, à margem da guerra. Desencarnados, supliciam-se no remorso
que se lhes incrusta nas consciências. Carregando a mente vincada pelas atrocidades de
que foram autores, plasmaram em si, nos órgãos e membros profundamente sensíveis do
corpo espiritual, as deformidades que infligiram aos irmãos israelitas indefesos. Ainda assim,
almas heróicas atravessam o nevoeiro e distribuem consolações. Para que se refaçam, é
preciso que reencarnem de novo, em breves períodos de imersão nos fluidos anestesiantes
do plano físico. Necessário retomem a organização carnal, à maneira de doentes
complicados que exigem regime carcerário para tratamento preciso.
Ensinamentos prosseguem ao redor do filme.
Sofrerão, sim, mais tarde, as provas regenerativas de que se revelam carecedores, mas, por
enquanto, são albergados por braços afetuosos de amigos, que se prontificam a sustentalos,
piedosamente, ou entregues a casais necessitados de filhinhos-problemas, a fim de
ressarcirem dívidas do pretérito.
A maioria dos implicados renasce no país em que se verificou o assombro delito, e muitos
deles, em vários pontos outros do mundo, ressurgem alentados por famílias hospitaleiras ou
endividadas, que se aconchegam, para a benemerência do reajuste.
Certamente – comentou o instrutor, ao término da película - certamente que nem todos os
casos de malformação congênita podem ser debitados à influência da talidomida sobre a
vida fetal. Em todos os tempos, consoante os princípios de causa e efeito, despontam
crianças desfiguradas nos berços terrestres. O estudo, porém, que realizamos pela imagem
esclarece com segurança o fenômeno das ocorrências de má-formação que repontaram em
massa, entre os homens, nos últimos tempos.
Achávamo-nos suficientemente elucidados; no entanto, meu velho amigo Luís Vilas indagou:
- Isso quer dizer então, professor, que a talidomida e a provação funcionaram em obediência
à justiça, mas não será lícito esquecer que o lar e a ciência vigilante dos homens também
funcionaram em obediência à Misericórdia Divina, que a tudo previu, a fim de que a
administração daquele medicamento não ultrapassasse os limites justos. Compreenderam?
Sim, recebêramos a chave para entender o assunto que envolvia dolorosa disciplina
expiatória, e, à face da emoção que nos impunha silêncio, a lição foi encerrada.
Esse texto tirado do livro: CONTOS DESTA E DOUTRA VIDA pelo espirito Irmão X , psicografia de Chico Xavier é para mostrar que não há acasos em nossas vidas e que tudo que nos acontece é resultado do que fizemos a outros ou a nós mesmos e que a lei de Deus e justa e perfeita. Portanto ,nada do que nos acontence é sem motivo ou razão, tudo obedece a uma lei da qual jamais conseguiremos fugir.
Ninguém na terra sofre injustamente , disto guardai a mais profunda certeza.